A Altice Labs tem um conjunto de produtos na área dos OSS (Operations Support System, tal como definido pelo https://www.tmforum.org). Esses produtos são complementares entre si e têm pontos de integração entre eles. Pretende-se fazer uma evolução da arquitetura funcional dos mesmos, diluindo a fronteira entre produtos com um enfoque maior nos processos de negócio suportados. Adicionalmente, pretende-se também permitir em âmbito de projeto uma maior flexibilidade na adaptação dos sistemas aos processos concretos dos clientes (operadores de telecomunicações), diminuir a complexidade das partes constituintes do sistema, e facilitar uma evolução tecnológica das partes de forma independente uma das outras. Para responder às questões anteriores, a arquitctura técnica dos sistemas começou a ser alterada no sentido de autonomizar funções que estavam embebidas em produtos, desta maneira flexibilizando-se o desenho das fronteiras funcionais e ficando-se simultaneamente com peças mais simples. Apesar de cada uma das peças ser mais simples, o todo é um sistema mais complexo no sentido em que é constituído por um maior número de peças mais ou menos independentes entre si. Aspetos que já são pertinentes na arquitetura atual tornam-se obrigatórios nesta evolução: automação de instalações; automação de testes; sistema de monitoria e auditing que dê uma visão centralizada do funcionamento do sistema; visão centralizada das configurações; sistema de suporte à descoberta e registo de serviços. A área de automação de instalações e testes são já endereçadas atualmente utilizando as seguintes ferramentas: ansible, cucumber, selenium e jenkins. Na área da monitoria, auditing, configuração e descoberta de serviços, existe uma abordagem de nicho em cada um dos produtos que não facilita uma visão centralizada que dê uma visão centralizada e não fragmentada dos sistemas.
Desenvolver um framework que suporte uma visão centralizada da monitoria dos vários serviços, middleware de suporte e infraestrutura (a partir do SO); dos logs dos vários serviços e permitir correlacionar logs de serviços distintos envolvidos na resposta de um dado pedido externo; de auditing do sistema, que permita responder às questões: o quê, por quem, quando, onde (deve nomeadamente conter informação que permita perceber os padrões de comunicação dentro do sistema e deste com o exterior; das configurações dos vários serviços e, por fim, que suporte um serviço de descoberta e registo de serviços.
Apesar da visão centralizada que se pretende, é de esperar que o próprio framework seja ele próprio um sistema distribuído constituído por vários serviços. Deve-se preferencialmente tentar utilizar ferramentas open source já existentes e não desenvolver de raíz.
Os seguintes aspetos são relevantes na conceção do framework:
Plataformas e Sistemas de Suporte às Operações de Telecomunicações
Se acha que tem as competências necessárias para trabalhar connosco neste projeto, por favor contacte-nos para genius@inova-ria.pt.