111º TechDay: Meeting the User Needs in the Age of AI

22/12/2020     IA / WUD’20 / Tech Days

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Decorreu no passado mês o último TechDay de 2020, o 111º. Novamente em formato online, este TechDay foi dedicado ao tema "Meeting the User Needs in the Age of AI" e enquadrado no Dia Mundial da Usabilidade 2020 (WUD’20), que se celebrou nesse mesmo dia.

Nesta sessão, Paulo Margaça, da direção de Estratégia de Inovação e Tecnologia e moderador deste evento, começou por enquadrar a usabilidade (UX) e a inteligência artificial (AI) na sua história, apresentando igualmente o potencial da combinação das duas correntes na mudança de abordagem de uma perspetiva technology-first para people-first. Este foi o mote para a conversa que se seguiu, com os convidados Jorge Miguel Sousa, da direção de Serviços de Rede e Plataformas, o Professor Hugo Paredes, da UTAD e INESC TEC, e a Professor Verónica Orvalho, da Didimo, que puderam apresentar a sua visão relativamente à importância da UX na tecnologia, de que forma se pode melhorar as capacidades da UX através de AI, mantendo o foco no utilizador humano, e como tornar a relação de um utilizador com a tecnologia seja mais agradável e mais impactante.

Jorge Miguel Sousa teve também oportunidade de apresentar a perspetiva de evolução da BOTSchool, alavancando-a em tecnologias de AI para melhorar a experiência de utilização, criando uma empatia adaptada a cada utilizador. Estas tecnologias são essenciais nesta adaptação individual ao cada utilizador.

De acordo com Hugo Paredes, uma boa UX é apenas 10% de tecnologia, integrando com outras disciplinas como psicologia, antropologia, sociologia e designers, entre outras, de forma a que a solução final reflita todas estas visões e transmita a confiança necessária para ser adotada pelo público-alvo. As tecnologias de AI podem complementar-nos, contribuindo para um augmented-human, em que a capacidade humana é fundida com a capacidade das máquinas.

Já para Verónica Orvalho, a abordagem a seguir não passa por pensar num problema em termos tecnológicos primeiro, mas antes em definir que experiência se pretende que o utilizador vivencie, e só depois averiguar as ferramentas tecnológicas que permitem atingir essa experiência de utilização.

Houve ainda tempo para responder a questões colocadas pela audiência, que inquiriu os oradores relativamente à questão das tecnologias AI poderem estar a contribuir para a exploração do ser humano como produto, em vez de ajudarem à satisfação das suas necessidades como humanos, ou se as ferramentas que se estão a criar estimulam o desenvolvimento humano ou, pelo contrário, promovem o seu lado mais preguiçoso.

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