108º Tech Day - AI: a new landscape for processes & digital services

10/07/2020     Tech Days / IA

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Realizou-se na passada terça-feira, dia 07 de Julho, mais um Tech Day@Altice Labs, desta vez subordinado ao tema da inteligência artificial (IA) e das suas vantagens enquanto tecnologia impulsionadora dos processos e serviços digitais, potenciando a eficiência e os outputs das organizações.

Com o título "AI: a new landscape for processes & digital services", o 108º Tech Day decorreu exclusivamente online, possibilitando aos 110 participantes compreender como, nos últimos tempos, passámos para uma economia dos dados e de algoritmos, onde mais e novas fontes de sensorização, mais poder computacional, maior disponibilidade de infraestruturas e ferramentas criam as condições necessárias à adoção massiva de IA, dando assim origem a processos cognitivos cada vez mais robustos e autónomos, em prol de serviços digitais cada vez mais personalizados e ajustados às necessidades dos mercados.

A sessão teve a participação, enquanto Moderador, de Paulo Pereira, Diretor do Departamento de Estratégia de Tecnologia e Inovação (EIT) da Altice Labs que, destacando o quão importante é a evolução da tecnologia, em capacidade e complexidade, para criar as condições ideais à adoção de IA em diversas indústrias, desde logo envolveu os restantes Oradores: Luís Mestre, Responsável pelo Segmento B2C na Altice Portugal, Carlos Bento, Professor Associado com Agregação do Departamento de Informática da Universidade de Coimbra, e Mário Rui Costa, Responsável pela Equipa de Estratégia de Portfólio e Arquitetura de Soluções, da Altice Labs.

Questionado sobre o eventual impacto da IA nos negócios, Luís Mestre teve oportunidade de frisar que esse impacto é elevado notando-se, contudo, algumas lacunas ao nível das competências necessárias. Na sua opinião, todos aqueles que melhor explorem a IA serão aqueles que melhor se posicionarão no mercado, destacando-se dos demais concorrentes. Luís Mestre salientou igualmente a posição ímpar dos operadores devido à profusão de dados a que têm acesso. Levantando o véu sobre a forma como o B2C da Altice Portugal está a tirar partido da IA, destacou, entre outros, os assistentes virtuais no atendimento ao cliente, de modo a aumentar o nível de self-care e assim contribuir para o aumento de satisfação do cliente.

Já o Professor Carlos Bento teve oportunidade de expor a sua opinião relativamente à forma como a Academia se está a adaptar e como constroem um roadmap académico capaz de responder aos desafios da indústria, procurando perceber os seus problemas e desafios, e desta forma conjugando o trabalho inovador com respetivo impacto no mercado. Entre outros aspetos, referiu ainda que o deslumbramento com a tecnologia, plataformas e algoritmos tornam a IA apetecível, assumindo porém que uma adoção bem-sucedida passará pela enfâse no apoio à decisão, no valor-acrescentado para o negócio e para as suas necessidades.

Por sua vez, Mário Rui Costa, em cuja área de responsabilidade se insere a equipa de cognitive da Altice Labs, expressou a sua opinião acerca do impacto dos web-scale players para a adoção da IA na indústria, afirmando que alguns dos principais cloud providers no mercado, cuja oferta assenta em plataformas integradas, são a alavanca fundamental para que surjam novos players e para que haja um estímulo na implementação de IA. Já os DSP, como a Altice, são, na sua perspetiva, organizações que estão numa posição privilegiada no contexto cognitivo, dado o legado expressivo de dados que detêm, embora não estejam cientes do verdadeiro potencial desse manancial de dados. Na sua opinião, tal desafio será superado quando os DSP conseguirem “domar” os dados, com processos governados de curadoria dos mesmos. Mário Rui Costa reforçou igualmente a opinião do Professor Carlos Bento de que, de facto, a infusão de IA, seja qual for a indústria, tem de estar agarrada ao valor que a mesma trará ao negócio, fazendo-se a sua implementação com base em casos de uso práticos da empresa, que resolvam necessidades concretas identificadas pelas diferentes equipas e permitam desta forma alcançar eficiência ao nível do investimento e dos recursos, bem como aumentar a experiência do cliente e do utilizador final. Por fim, Mário Rui Costa teve ainda oportunidade de apresentar de forma sucinta a estratégia da Altice Labs para a implementação de IA nos seus processos e ofertas, algo que passou pela criação da equipa de cognitive, com as competências técnicas, com as metodologias orientadas ao contexto data-driven e, acima de tudo, orientada em função das necessidades de negócio da empresa, que se materializam nos use cases que esta equipa trabalha.

A sessão terminou com a intervenção de Paulo Pereira que, em conclusão, destacou que não será a tecnologia, per si, que deverá mover a opção pela adoção de IA mas sim a melhoria do negócio.

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